sábado, 31 de maio de 2008

Coro de Afro-Americanos ao Salvamento!

Registou-se ontem um grande concerto no Rock in Rio, protagonizado por um coro de cantores anónimos. Diz quem viu que foram acompanhados por uma senhora de pernas bambas, que tentava por vezes acompanhá-los nas músicas, embora não parecesse saber a maioria das letras. De salientar a grande semelhança com a Amy Winehouse.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Querem Nome mais Apropriado?


Arranca hoje a terceira edição do festival Rock in Rio, assim chamado por se realizar no Rio de Janeiro, ou lá pertíssimo, p'rós lados da Bela Vista - parece que a coisa mais brasileira que lá vai estar é a Ivete Sangalo.
Este primeiro dia, em que se espera um número simpático de 90.000 pessoas (esfrega, despedida do Rui Costa!) terá como a principal estrela da noite a cantora Amy Winehouse. No entanto a dúvida que domina é: será que ela chega lá viva? Depende; se for ela a guiar de certeza que não.
A menina chegou ao ponto de a sua própria mãe ter admitido numa entrevista que não se surpreenderia se viesse a ter de enterrar a filha daqui a menos de um ano.
Motivos? Creio que todos os conhecem, até porque a própria Amy Winehouse os deixou bem escarrapachados no seu tema de apresentação, "Rehab" - em português, "Reabilitação". Deixo-vos por agora com um pouco da letra desse tema, e com o desejo que a visada passe a ter mais juizinho porque já tem idade para isso e porque tem uma voz invejável, apesar de tudo. Quem sabe, consequência da vinhaça...

«They tried to make me go to rehab, I said, "No, no, no"
Yes, I've been black but when I come back you'll know, know, know
I ain't got the time and if my daddy thinks I'm fine
He's tried to make me go to rehab, I won't go, go, go»

João C Carvalho

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Um Intervalo para Apreciar

Surpreende pela harmonia. Surpreende pelo som bem conseguido do grupo Per7ume e pela voz sonante do seu vocalista, que, surpresa das surpresas, ganha uma harmonia estrondosa quando conjugada com a do grande Rui Veloso.
Sem meias palavras, absolutamente sensacional! Quem se lembrou de juntar estas vozes merecia, no mínimo, um Globo de Ouro. O tema chama-se "Intervalo". Enjoy!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Eles leem bem ou é distração?

Acho que sou a última pessoa da blogosfera inteirinha a produzir uma opinião acerca do recém-aprovado acordo ortográfico. Talvez não: pode ser que alguém ande a hibernar e não tenha feito sequer uma menção; a esses, uma vénia.

Nas primeiras abordagens dos media ao tema confesso que me mostrei sempre contra o acordo, defendendo até com um certo afinco que os proponentes da ideia deveriam arranjar qualquer coisa de mais interessante para fazer, como por exemplo trabalhar. Mas a minha atitude radical suavizou-se um pouco quando, nestes últimos dias, andei a informar-me melhor sobre a onda que realmente aí vem - não sobre aquela que muitos andaram a anunciar, inclusivamente em jornais que são pagos e não dados, e que me parecia ridiculamente absurda, envolvendo a transformação da palavra "hoje" em "oje" a título de exemplo. Nada disso! Pelo menos ainda não se lembraram de o propor.
Irá sim, haver uma bateria de modificações no Português falado em Portugal, como a eliminação sucessiva de "c" 's e "p" 's nas palavras em que a articulação dessas letras não se dê em qualquer das formas cultas da língua - exemplos de "actor", "afecto","aspecto" e "óptimo", que passam a "ator", "afeto", "aspeto" e "ótimo". Se formos pensar sobre isso de forma racional, a eliminação destas consoantes não muda em nada a maneira como as palavras são lidas ou ditas e eu sou capaz de aceitar este tipo de mudanças. De facto refugio-me aqui na História para dizer que o facto de o Brasil utilizar neste momento estas palavras mais simplificadas - que os Portugueses vão passar também a utilizar - se deve apenas a um recuo nas intenções do governo de Portugal aquando da concretização de um acordo já estabelecido em 1971 que visava estas mesmas modificações. Assim, desde há muito tempo que o Brasil simplificou a escrita deste tipo de palavras. Há também a dizer que estas medidas de eliminação de letras não são postas em prática quando pode haver nalguma forma do Português enquanto língua culta (bem falada) uma pronunciação dessas mesmas letras: nesse caso as duas formas podem ser utilizadas (como a palavra "recepção", que por ter o seu "p" pronunciado em Português do Brasil mantém esta forma como válida).
Para o Português falado no Brasil, mudam as acentuações igualmente desnecessárias que existiam em palavras como "assembléia" e "enjôo", que passam a ser iguais às formas escritas em Portugal, "assembleia" e "enjoo", e desaparece de vez o trema, ou seja deixam de haver palavras em Português escritas com os dois pontinhos engraçados em cima do "u", como no anterior "tranqüilo", que passou a "tranquilo". No entanto, começa aqui a notar-se uma falha, no meu entender, que é a desaquação desnecessária da escrita à maneira como se lê a palavra, pois vejamos que, nas regras da nossa língua, o "u" não se leria entre um "q" e um "i"; de certa forma o trema estava colocado de forma a assinalar essa particularidade (algo que o Português de Portugal já perdeu há largos anos).

E agora começa a parte mais obscura e, até agora, inexplicável deste acordo.
As críticas começam quando se olha para as modificações introduzidas a nível da acentuação: e não é que agora é indiferente se nós "acabámos" um trabalho num dia ou se "acabamos" um trabalho num dia? Sim, o acordo prevê que ambas as formas sejam passadas para um uniforme "acabamos". E se começámos em formas verbais, pois continuemos com elas ao ver que "pára" será transformado em "para" (lido exactamente da mesma forma!). Não percebo o sentido, não percebo a utilidade, e neste ponto continuo a achar seriamente que os proponentes deste acordo deviam ir mas é trabalhar para as docas de Alcântara a acartar caixotes.
Um ponto final - por agora - neste texto surge com uma memória que tenho de um antigo mestre meu, o professor Callixto, que, no meu 12º ano se fartava de aconselhar mil e uma vezes «Mesmo que vocês não saibam em concreto o que é que uma palavra significa, normalmente têm o benefício de as próprias palavras falarem com vocês, e para isso basta que as separem nos seus constituintes; normalmente em pequenos pedaços que possibilitam uma interpretação quase sempre correcta.». Ele dizia isto referindo-se à quantidade enorme de termos técnicos encontrados pelos estudantes de Biologia, e parece que quem fez o acordo tinha assistido a estas aulas porque nos fez o "favor" de eliminar a maior parte dos hífens que existiam em palavras como "anti-religioso" e "mini-saia" e convertê-las em "antirreligioso" e "minissaia". Desta forma, fundindo mais e mais elementos às palavras (não avancei com palavras muito complexas, mas acreditem que as há!) pode levar-se a quebra-cabeças engraçados na altura em que tivermos de decifrar um palavrão mais manhoso num exame! Mais uma vez não percebo o propósito nem a utilidade. Não está mais simples. As palavras estão maiores e mais complexas. E fazem menos sentido do que antes. O mais estúpido ainda é que estas alterações criticadas aqui foram impostas a todos os países lusófonos e não apenas a algum deles para se ajustar aos outros!

Mais do que por uma questão de "Velhismo-do-Restelo" creio que se deveria seriamente pensar em rever estes pontos. O acordo não unifica e, em grande parte, nem sequer simplifica. Por muito que palavras como "feromônio" e "brócolis" me façam cócegas quando leio algum livro de tradução brasileira, não acho que fosse necessário este acordo. No fundo entendemo-nos todos uns aos outros! Para não falar de que todos os livros que temos nas nossas estantes ficarão virtualmente obsoletos de um momento para o outro...

João C Carvalho

terça-feira, 27 de maio de 2008

Nota da Redacção

Resolvi acrescentar hoje ao blog, mais uma vez como auto-estímulo, uma espécie de lista de tarefas relacionadas com a minha escrita mais "a sério", apenas para sentir aquela ligeira pressão de completar cada tópico a que me proponho. E pronto, está explicado.
Ah, a "História Inacabada" é uma história de grande envergadura que tenho escrito e reescrito várias vezes ao longo dos últimos anos. Agora finalmente farei as revisões finais, seguidas da concretização do que ainda não foi escrito.

É caso para dizer que eu sou rapaz para andar a toque de caixa (curiosa expressão... juro que nunca a usei)...

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Memórias de uma Porteira em 3 Minutos

Isto hoje 'tá frescote, não 'tá? Ameaça que é Verão, mas vai na volta não é Verão. Mas eu também não me queixo porque gosto do Inverno, aliás cheguei a casar-me no Inverno, dia 20 de Dezembro para aproveitar que 'tava lá toda a gente na minha terra, em Lamego. Foi uma cerimónia girita; pobrezita mas ninguém passou fome! Olhe, 'tava um dia assim parecido com o de hoje, esta chuvita parva.
E eu a pensar que ainda vou ter de ir limpar o sótão mais daqui a bocado com o chão todo molhado porque aquilo é ao ar livre, sabe. Olhe, hoje já lavei as vidraças das escadas, já andei com a esfregona a lavar o chão escadas acima e depois tive de vir a patinhar tudo por aí abaixo para vir ver se ainda 'tava a chover. É que eu chego cá muito cedo, sabe? Agora fui morar p'á margem sul, para a Baixa da Banheira, porque a irmã do meu marido morreu, 'tadita, e deixou-nos lá o lugarzito; é um rés-de-chão, disse-lhe eu, mas ele quis ir p'ra lá e então pusemos umas redes nas janelas e pronto, lá fomos! P'a 'tar cá a horas levanto-me às 5 e 10 se não não apanho o comboio, mas vá lá que hoje tive boleia de um primo meu que mora lá ao pé de nós e é muito simpático, o moço; um rapaz novito, mas já anda na faculdade a tirar Engenharia de qualquer coisa, é um doce de pessoa! Se ele não me tivesse trazido hoje já 'tava toda encharcada, com esta chuva parva que nunca mais é Verão! Até mete a gente triste este tempo...
Quem 'tá triste é a senhora que costuma tomar conta deste prédio, uma senhora - não sei se conhece - assim gordita com uma "berruga" neste lado da cara, 'tadita, morreu-lhe o marido. Eles também já não se davam bem há uns tempos, porque diz que ele que andava metido em trocas e baldrocas com má gente e ela que lhe tinha dito que queria o divórcio. Olhe, uma semanita depois ele já 'tava falecido, sofreu de um ABC e ainda foi p'ó hospital mas já 'tava com o coração todo enchovalhado, diz que já não havia nada a fazer. Olhe, qu'é que se há-de fazer? Vamos todos um dia, não é verdade? O funeral diz que ia ser hoje à tarde, mas eu só trouxe a bata p'a trabalhar porque me esqueceu, olhe... passo depois lá pela casa dela, amanhã ou assim que o meu marido normalmente quando 'tá bom tempo gosta de dar uma voltareca para arejar a cabeça e assim até aproveitamos e vimos cá. Espero é que 'teja bom tempo, porque hoje isto 'tá um bocadito farrusco, não é?

... É, é... mas olhe, desculpe, afinal podia ou não dizer-me onde fica a Avenida Duque d'Ávila?

Ah, pois... Sabe, é que eu não sou daqui. Já fui! Quando fiz vinte e três anos vim trabalhar p'ra Lisboa, mas depois mudei-me para a outra banda, acho que foi há cinco ou seis anos, não tenho a certeza, mas o meu marido...


Muito obrigadinho, eu pergunto a outra pessoa!

(Dá-se a fuga estratégica)

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Veja lá, não se prenda por mim!


João C Carvalho

domingo, 25 de maio de 2008

Eu Subi o Makalu e tu Não!



No último dia 19 de Maio chegou-nos a notícia de que João Garcia, alpinista português, tinha acabado de "conquistar" a quinta montanha mais alta do Mundo, conhecida pelo simpático nome de Makalu. Passaram nos noticiários imagens do homem no pico da dita cuja, todo contente, a mostrar-nos a vista a partir daquela altura de 8463 metros acima do nível do mar.

E agora pergunto eu... para quê?
Para que é que uma pessoa sobe uma montanha em cima de camadas de neve e gelo, com o ventinho a gelar-lhe o nariz , completamente sozinho durante dias, a ofegar por causa da falta de oxigénio e com os dedinhos a pedir amputação? Pergunto-me: será que ele foi lá salvar alguém? Ou recolher alguma amostra de um organismo medicamente importante que só exista a 8463 metros de altitude? Quem sabe ele tenha ido fazer alguma medição geológica? Não!!! Ele foi lá para poder dizer que já lá foi! Estúpido o suficiente? Não, se forem alpinistas.
Será que ele sentiu alguma adrenalina pelo menos? É que é bem provável que esta lhe tenha congelado nas veias antes de ter efeito...
Mas, seja fruto das condições de reduzida pressão ou de algum trauma de infância, este senhor - e muitos outros como ele - continua ano após ano a subir alegremente a quantas montanhas este Mundo tem. Às tantas são eles que criam as metáforas, aquelas em que comparamos os sonhos ao cume das montanhas que temos de alcançar, omitindo sempre o facto de normalmente não estarmos a arriscar a vida num fato impermeável ligeiramente ridículo para alcançarmos sonho algum.

Mas ok, acredito que seja giro para o homem e até se sinta realizado. Se calhar chega cá abaixo e vai p'rá night exibir o seu feito p'rás miúdas:

«Ó babe, sabias que eu já subi ao Makalu completamente sozinho e só perdi dois dedos?»
«Ah é? Mas só te noto aí a falta de um...»
«Pois, é exactamente por isso que não dá p'ra irmos p'ra minha casa praticar o amor.»

E aí ele pediria um whisky com gelo.


João C Carvalho

O Primeiro Post não Conta!

É verdade, amigos! As primeiras linhas escritas neste blog - confesso-vos - não contêm significado nenhum em especial. No fundo sao só para dizer que isto está activo, mas isso já vocês repararam porque senão não estariam a lê-lo.
Para quem não me conhece chamo-me João Carvalho, tenho 19 anos e ando a tirar o curso de Desempreg... de Biologia na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, vulga FCUL. Criei este blog com o intuito de me obrigar a escrever, porque, embora o faça com algum jeito, esperei muito tempo até achar a faísca que me desse a força para escrever com regularidade. Sou um escritor difícil, passo martírios na busca pela palavra certa e sou muito perfeccionista, mesmo que o meu trabalho não o comprove. Andava a precisar de encontrar a minha fonte de Hipocrene e creio que finalmente a encontrei. =)
Mesmo não estando a pensar deixar neste blog os meus textos - digamos - mais "artísticos" e trabalhosos, deixarei algumas linhas regularmente, como sinal de que a minha criatividade e atenção estão vivas.
Viva a criatividade, viva o amor e viva o sonho! No fundo, tudo o que nos faz viver para ver o dia seguinte! =)

Nota:Foi só uma apresentação, não serei sempre tão recto. Cheers!