terça-feira, 29 de julho de 2008

Ferias sim, mas com acento!

Fiquei sem internet durante duas semanas, o que é caso para dizer "só se dá pela falta dela quando ela se foi" - a relembrar alguém dos meus conhecimentos que diz que "só se dá pela falta dos olhos quando já nao os temos". Mas nao é por isso que escrevo hoje.
Ao voltar destas férias forçadas vim a descobrir que o meu PC resolveu nao só dar cabo de tudo quanto era "coisas informáticas" ligadas a ele - fonte de alimentaçao, modem, colunas - como também inventou uma birra. Parece que agora só consigo colocar os acentos em cima das letrinhas quando o maricas do PC autoriza! Este tipo de psicose informática tem uma tendencia especial para nao me deixar por os acentos circunflexos e os "tis" (ou seja os ~~~), de maneira que escrever assim nao tem o minimo de condiçoes. Querem ver?...

"O cao foi de camiao para a Apelaçao ter uma aula de conduçao. Saiu de manha a ver se chegava la cedo, o cabraozinho, mas atropelou um frances e teve de ficar a espera da brigada de transito."

Preservem os vossos acentos.; so se da pela falta deles quando eles desaparecem.

PAH
Joao C Carvalho

terça-feira, 15 de julho de 2008

E Tudo o Cigano Levou...

Parece que na Quinta da Fonte andaram alguns indivíduos a tentar matar prédios e carros, ou assim pareceu pelos certeiros disparos nas respectivas paredes e pára-brisas.
Foi incrível ver as imagens de 20 ou 30 pessoas com pistolas e caçadeiras a atirarem em rajada e a falharem tanto! Não houve feridos nem mortos segundo parece... e talvez seja esse o facto a lamentar. Não consigo sentir pena. Sei que algures naquele bairro existe gente boa, que não teve culpa nenhuma de ter sido posta naquele ambiente, mas a maioria cala-os com armas de fogo.

Mete nojo ver aquela gente que nada faz pelo país que os acolheu excepto piorar as coisas e aumentar a insegurança. Fico-me por aqui com um excerto da crónica de hoje de Isabel Stilwell:

" (...) Ontem, 50 famílias ciganas que tinham fugido da Quinta da Fonte, e «rebentado» com as portas de uma outra urbanização, para ali se instalarem, diziam-se à espera de que as autoridades encontrassem uma solução para o seu caso. E as autoridades, prestimosas, assustadas e sob o fogo mediático, encontrarão, para depois voltarem a esquecer o assunto até à próxima batalha campal.

Sei que as soluções não são fáceis, mas receio que, por medo, acabemos por entrar neste jogo. Podemos admitir que pretos, encarnados, ou verdes se recusem a viver lado a lado? Se um 'branco' não quiser morar ao lado de um 'preto', o que é que lhe chamamos? E o que fazemos quando não gostamos do lugar onde vivemos?

Mudamo-nos, pagando do nosso bolso todos os custos. Não damos tiros, nem arrombamos portas, e bem podíamos esperar sentados que alguém nos desse uma casa alternativa. Não pode ser diferente só porque temos uma arma na mão e estamos dispostos a usá-la."

Isabel Stilwell

PS: Grande Stilwell, uma mulher com visão e coragem.

PAH
João C Carvalho


segunda-feira, 14 de julho de 2008

Maddie: Elementar, meu caro Entrevistado do Metro!

Volto ao caso Maddie. Perguntam vocês "Mas o que é esse caso Maddie? Nunca ouvimos tal coisa!" e respondo eu "Pscht calem-se!".
Trata-se de um caso muito especial: o Valentim Loureiro não é arguido - e isso, parecendo que não, causa mediatismo. O que sucede é que desapareceu uma criança sorridente e, por este andar, se ainda estiver viva, será encontrada já de meia-idade, com filhos para criar e pouca paciência para ser encontrada.
O que eu acho incrivel neste caso é que os advogados, os juízes e todo o sistema judicial falharam redondamente em perceber aquilo que todas as donas de casa viram só pela cara da mãe da miúda! "Ela tem olheiras, meu deus! Não chora quase nunca! É culpada, ah pois é, digo-te eu que eu sei ver estas coisas, Alexandre Manuel!" gritava a dona Arminda cá do prédio para ver se todos até ao 5º andar admiravam os seus dotes de detective. E realmente eu admirei...
Após ano e tal de buscas e de detenções e de - termo técnico - coisas policiais, parece que chegámos a algum sítio: concordámos todos que realmente não fazemos a mínima ideia de onde pára a miúda.
Existe a hipótese bastante óbvia do rapto, bem como a da morte involuntária da Maddie e posterior desaparecimento do cadáver... mas hoje surgiram novas opções que me chocaram e que eu vou partilhar aqui com aqueles que não repararam. Ao folhear o jornal Metro deparei-me com o testemunho de um homem que me parece ter a mente certa para desvendar este mistério: quando questionado com a inocente pergunta "Que pensa do relatório da Polícia Judiciária sobre o caso McCann?" este pensador responde com o seguinte "Acho que o processo não devia ser encerrado. Se ainda não se encontrou o corpo ela deve continuar oficialmente como desaparecida. Há que confirmar se foi rapto, fuga ou crime."
Nem mais! Como é que ninguém pensou nisto?!
A Maddie pode ter fugido, claro! Deu-lhe na veneta e, do alto dos seus 4 anos, disse "Já chega! Fartei-me de estar no Algarve que isto faz calor com'ó caraças e eu tenho a pele sensível!" e depois meteu-se num autocarro e foi para o Gerês.
Mas... e a outra opção que este testemunho no Metro nos dá?... Será que... que... foi crime?!... Não! É demasiado drástico! Mas... e se...? Meu deus, houve... houve aqui crime?!...

Nah.... gosto mais de pensar que a Maddie está algures na Serra do Gerês a ler o Metro e a rir que nem uma perdida...

PAH
João C Carvalho

sexta-feira, 11 de julho de 2008

quinta-feira, 10 de julho de 2008

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Efeito de Eco


Para quem ouve rádio todos os dias, seja no trabalho, em casa, ou no caminho de um ou outro, já se tornou comum ouvir determinadas músicas em determinados horários.
(conheço quem se acha assombrado pelo Enrique Iglesias, porque entre as 7h20 e as 8h00 da manhã, horas de viagem, tem sempre de passar uma música do dito na RFM)
Se pensasse um bocadinho - coisa que não vou fazer - conseguiria facilmente destacar uma pequena lista de músicas que tendem a ser repetidas todos os dias, invariavelmente, de tal forma que eu já lhes conheço as letras, mesmo daquelas que detesto. De facto, parece que já me habituei tanto a ouvi-las que até já as trauteio, assobio e, a algumas, já as sei de cor.
Será isto a força do capitalismo sob a forma da publicidade dissimulada? Ora que raio de pergunta, claro que é! Eu detesto as músicas dos Pólo Norte, porque é que é que estou para aqui a dizer "esta noite dança só p'ra mim, que esta dança nunca tenha fim...". Que raio, eu quero que tenha fim! Acabem-me com a música faz favor, era o que eu devia dizer... mas o rádio está longe (eu vou no banco de trás, pois) e toda a gente parece estar a gostar da música. Até eu próprio!

Tu não gostas disto, tu não gostas disto...

Repito.
Tu não gostas disto...

Mas já é a milésima vez que ouço e os defeitos desta letra já não me parecem tão severos...
Porcaria do Efeito de Eco...

E quando saio do carro vêm as sequelas que realmente deixam mossa:

trauteio "Pólo Norte" pelo caminho fora...

PAH
João C Carvalho

(imagem in DeviantArt, por *irrr)


"Lamechices"...

"How did you survive?..."


"I didn't have a choice.

I had to live.

I wanted to come home to you..."

PAH

segunda-feira, 7 de julho de 2008

sábado, 5 de julho de 2008

Meet the Coisos


PAH
João C Carvalho

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Jesus Cristo calça Prada

Os alemães sempre foram, no nosso imaginário muito restrito, estereotipados como homens brutos, frios e rudes, com um caparro capaz de nos rachar a cabeça com uma punhada - não faltando, claro, uma caneca de cerveja alemã na mão que não nos está a dar a punhada.
No entanto, mesmo para nos quebrar esta visão reducionista das coisas, eis que surge um velhote alemão que é metrossexual. E por acaso também é Papa.
Bento XVI, antigamente chamado Cardeal Joseph Ratzinger, Joseph para os amigos e Ratatui para as amigas, enverga com toda a elegância muitas das jóias seculares da Igreja Católica, peças que não eram expostas desde que esta ainda andava misericordiosamente a matar todos quantos não gostassem da sua misericórdia tanto quanto deviam. Podia haver gente que dissesse que este Papa demonstra uma vaidade inconsistente com o cargo que ocupa, mas eu acho que não devemos chegar a tanto: creio que isto não é mais do que a crise dos 80.
Qual de nós já não chegou a tão provecta idade e não se sentiu um bocado fora do seu tempo? Pois Bento XVI resolveu a sua crise de forma genial: sendo eleito pela revista Esquire como o homem que melhor escolhe os acessórios. É de aplaudir! Caraças, o homem tem 80 anos e ficou à frente do Beckham numa votação de revistas de beleza!

Mas, há dias, houve gente do Vaticano (um padre magro e alto, porque no Vaticano não admitem padres gordinhos; tem de haver um certo limite estético) que afirmou para a imprensa que os sapatos vermelhos de Bento XVI afinal não são Prada, mas sim Cristo. Não sei que manobra de propaganda foi esta, mas a Sapataria Cristo em Espichel desde aí já abriu 7 sucursais no Vaticano.

PAH
João C Carvalho